Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

diversos



http://www.4shared.com/dir/1438733/148425e2/watchmen.html (ler watchmen)

Encontrei esse blog que tem muitas hqs interessantes para leitura que ainda não chegaram no brasil. para quem se interessar tem coisa do alan moore e grant morrison entre outros. muito bom.

http://www.divandothiagaum.blogspot.com/ (hqs)

XIII


Comecei a ler esta obra Franco-belga ontem. Li os 2 primeiros números que estão sendo lançados pela PANINI e que correspondem aos 4 primeiros números originais.

A história trata de um homem sem memória que aparece em uma praia e é recolhido por um casal de velhinhos. Na gola de sua camisa uma chave bordada e na clavícula esquerda uma tatuagem significando o número XIII (13 em romanos).

XIII surgiu em 1984, das mãos do roteirista Jean Van Hamme e do artista William Vance, mistura diversos elementos de histórias policiais, com golpes militares e muita espionagem.

A trama se relaciona a história de Jason Bourne de Identidade e Supremacia Bourne, de Robert Ludlum, e a filmes como A Conversação, com Gene Hackman, e já somam um total de 17 álbuns publicados.



XIII - (formato 17 x 26 cm, 96 páginas, R$ 22,90)

"A série, enfim, responde a uma fórmula, cujo resultado é ótimo, mas que não deixa de ser, hm, formulaico. É como o código de programação de um programa editor de texto que funciona à perfeição: desprovido de essência. DESCOJONADO. Ler XIII é como fuder com a mais perfeita boneca inflável de todos os tempos. Ela é gostosa pra caralho, 90-60-90, morena e de olhos verdes. Mas sempre resta aquela voz, lá no fundo do teu cerebelo tostado, sussurrando um "é borracha". Não seria melhor se fosse uma baranguinha que estivesse um pouco mais... viva? Nota: 8.Vicente F. Renner[07/12/06] "

Eu concordo em parte com a crítica acima, o que acontece é que o desenrolar vertiginoso da trama é bem detalhado mas na hora da explicação ele ainda se encontra preso em alguns clichês da década de 80.

Espero portanto que com o desenrolar da série isto mude. (O último número 18 está saindo agora na Europa).

No final das contas vale muito a pena. Melhor que qualquer número dos Xmen que saiu no último milênio.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

watchmen







Achei este site que fala da obra watchmen (de Alan Moore), esta divisora de aguas no cenario dos quadrinhos.
para todo os amantes ela disseca grandes aspectos destrinchando-os o maximo possivel.

http://br.geocities.com/watchmenbrasil/menu.htm (menu inicial)

http://br.geocities.com/watchmenbrasil/anotacoes.htm (destrinchando)

Domingo, Dezembro 17, 2006

Escolha


Choose life.Choose a job.Choose a career.Choose a family.Choose a fucking big television!Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance.Choose fixed interest mortgage repayments.Choose a starter home.Choose your friends.Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.Choose diy and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrasment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life. But why would I want to do a thing like that?I chose no to choose life..I chose something else.And the reasons?There are no reasons.

Escolha uma vida.Escolha um trabalho. Escolha uma carreira. Escolha uma familia. Escolha uma merda duma tv gigante. Escolha máquinas de lavar, carros, tocadores de cd.........

Escolha um futuro.
Escolha uma vida (ou escolha viver).
Mas porque eu iria querer uma coisa como essa?! Eu escolhi não viver... Eu escolhi algo mais. E as razões?! Não existem razões.

TRAINSPOTTING

Sábado, Dezembro 16, 2006


bCidadão Kane: História e Análise de um dos maiores filmes de todos os tempos





Por Diego Rodrigues Araújo

Foi há quase 70 anos atrás. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, a indústria cinematográfica cresceu em ritmo alucinante, impulsionada pela máquina de propaganda norte-americana. Hollywood firmou-se como o grande centro produtor mundial de cultura de massa, numa época em que já haviam se estabelecido os primeiros grandes conglomerados da comunicação. Nesse contexto histórico, deu-se a assinatura de um contrato ousado, até então sem precedentes no meio do cinema, firmado entre um dos maiores estúdios existentes, o RKO, e um jovem e promissor comunicador de apenas 24 anos de idade, que nunca houvera realizado um único filme: Orson Welles.

O jovem Welles havia ganhado certa notoriedade, inicialmente devido a seu trabalho no teatro – suas adaptações de Shakespeare são consideradas algumas das melhores já realizadas em solo americano – e, posteriormente, por causa de sua atuação no rádio, onde junto a seu grupo Mercury Theatre, encenou clássicos da literatura mundial. Mas foi em 30 de outubro de 1938, que ele tornou-se conhecido em todo o país, ao transmitir a famosa versão do romance “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells, que narra a invasão da Terra por alienígenas do planeta Marte. A dramatização foi tão realista – encenando boletins jornalísticos, com relatos de testemunhas e autoridades em meio a súbitos ruídos e pausas na transmissão – que causou pânico generalizado em grande parte dos ouvintes, que acreditaram na veracidade da invasão. Foi uma contundente prova do poder dos meios de comunicação e a revelação de um talento criativo que Hollywood não poderia deixar escapar.




O acordo de Orson com a RKO lhe dava o direito de produzir dois filmes, com orçamento generoso e total liberdade criativa, ou seja: roteiro, elenco, equipe e edição final seriam completamente controlados pelo cineasta, sem interferências. No entanto, a idéia inicial tinha de ser aprovada pelo estúdio, antes de se dar inicio às gravações. Em 1940, dois projetos de Welles haviam sido recusados, e o cineasta via o tempo de seu contrato se esvair enquanto ainda não havia produzido seu primeiro filme. Foi quando concebeu, em cooperação com o roteirista Herman Mankiewicz, o enredo que usaria como sua “ás na manga”. Era a história de um magnata da imprensa, um ícone do sonho americano, que após uma vida inteira de busca incessante pelo poder, morre sozinho e triste.
O argumento de Cidadão Kane (que inicialmente receberia o título de American) foi em grande parte baseada na vida do milionário William Randolph Hearst, poderoso empresário do ramo das comunicações, que chegou a possuir 28 jornais (estima-se que um entre cada cinco americanos lia alguma de suas publicações regularmente) e foi considerado o pai da imprensa sensacionalista no continente americano. Ao ficar sabendo da produção do filme, Hearst ficou furioso com as referências explícitas à sua trajetória de vida. Ameaçou derrubar a RKO, dizendo que revelaria em seus jornais os escândalos envolvendo os figurões de Hollywood. A sua influência era tamanha, que os chefões da indústria cinematográfica ficaram amedrontados. Um grupo de donos de estúdio, liderados por Louis B. Mayer, do Metro, tentou até mesmo comprar as cópias prontas do filme com o propósito explícito de queimá-las, oferecendo ao diretor da RKO, George J. Schaefer, um valor que cobriria todo o custo de produção da obra. Hearst, é claro, também se utilizou de seu poderio de comunicação para atacar de todas as formas o filme, assim como a imagem pública de Welles.
Os esforços do magnata tiveram resultado. O filme foi exibido em pouquíssimas salas e, com público escasso, gerou prejuízo para a RKO. As nove indicações para o Oscar renderam somente uma estatueta, a de melhor roteiro original para Welles e Mankievicz. Tudo resultado de uma manobra de boicote perpetrada pela indústria cinematográfica, explicitada pelas vaias que acompanhavam o nome de Orson cada vez que este era citado nas indicações de melhor filme, diretor, ator e roteiro.
“O” Filme


Toda a polêmica envolvendo a trajetória da produção e lançamento de Cidadão Kane, no entanto, não foram suficientes para ofuscar o brilho da obra, assim como sua fundamental importância para a história da sétima arte. Apesar de seu inicial fracasso comercial, a obra obteve reconhecimento internacional após o fim da guerra, sendo elevado, por cineastas e críticos americanos e europeus (como Peter Bogdanovich, André Bazin e Truffaut) à condição de um dos melhores filmes já produzidos. A eleição realizada a cada dez anos pelo British Film Institute, aponta-o, desde 1962, como o filme mais importante de todos os tempos. Mas por que Cidadão Kane é tão ovacionado?
Porque o filme de Welles rompeu barreiras técnicas e dramáticas, inaugurando o cinema moderno. A trama não é linear: a película se inicia com a morte de Charles Foster Kane, que sozinho em seu palácio particular pronuncia, em seu último suspiro, a palavra Rosebud. Esta se torna o ponto de referência da estória, quando um jornalista é incumbido de tentar descobrir o seu significado, buscando assim tentar entender a mentalidade do magnata. Nos contatos que o repórter tem com os conhecidos de Kane, o espectador é levado a acompanhar toda a vida do milionário, sempre pelo ponto de vista de terceiros, com visões conflitantes a respeito do protagonista. Os ocasionais saltos cronológicos não geram confusão no entendimento da narrativa, funcionando como a mente humana, criando conexões entre fatos e idéias.
Os ângulos utilizados e as técnicas de filmagem constituem-se em um importante recurso narrativo, revelando diferentes abordagens das situações e personagens, gerando uma rica representação simbólica. Por exemplo, Kane, nos seus momentos de poder e glória, é filmado de baixo para cima, o que acentua sua imponência e grandiosidade. Quando o objetivo é mostrar sua mesquinhez e amargor, a câmera se posiciona acima, como na cena em que o protagonista entra no salão onde sua esposa está montando um quebra-cabeça. Kane, nesse momento, apresenta-se como uma figura decrépita e triste em meio à imensidão do monumento que construiu para sua própria vaidade. O diretor também utiliza revolucionários recursos de foco (ora privilegiando o segundo plano da açãom utiliza recursos de focos, ora privilegiando o segundo plano da aç no sal situaçra citado nas indicaçaç ainda ntiva: roteiro,, ora o primeiro), profundidade e close. Em certos momentos há grandes tomadas sem corte, em outros a edição das imagens se dá em ritmo alucinante.
O potencial dramático do filme revela-se na grande atuação de Orson Welles, como o personagem-título da película, e principalmente na densa construção psicológica da figura de Kane. A sua trajetória, narrada pelas diferentes pessoas que com ele conviveram, nos revelam pistas e nuances sobre aquele moribundo que, no início do filme, sozinho em seu leito, compartilha unicamente com o espectador seu último e triste suspiro. Não há nenhuma testemunha no quarto que acompanhe sua derradeira palavra, e isso foi feito propositalmente pelo diretor, funcionando como um artifício para jogar o espectador dentro do filme.
Protótipo do “sonho americano”, Charles Foster Kane é um garoto pobre – aliás, um ponto de sua biografia que nos remete diretamente a Welles, e não a Hearst, sua fonte de inspiração – que herda uma fortuna e precisa abandonar sua família para ser criado por um banqueiro, que há de lhe ensinar a administrar os seus bens. Ao adquirir e revolucionar um pequeno e inexpressivo jornal, Kane vai construindo seu império da comunicação. Passa de jovem ousado e idealista a homem ambicioso, relacionando-se diretamente com as altas esferas do poder (parafraseando uma das falas do filme: “Em toda sua trajetória, não houve um presidente que Kane não apoiasse ou denunciasse. Geralmente primeiro apoiava, depois denunciava”).
A trajetória de Charles F. Kane é marcada por peculiares experiências. Seus conturbados relacionamentos, que sempre terminam de forma amarga e trágica. Suas excentricidades, como construir um palácio para si próprio, repleto de animais de todo o globo, monumentos e um número sem-fim de obras de arte, com o único objetivo de satisfazer seu ego. Sua desmedida ambição por poder e reconhecimento. Todos esses elementos culminam em momentos de profunda angústia, quando o personagem, subitamente, percebe que perdera a infância, e junto dela a possibilidade de ser amado por aquilo que é, e não pelo que possui. Por isso tenta construir, manipular ou adquirir algo que possa suprir essa necessidade voraz que lhe assola. Mas, no fundo, sabe que é tudo em vão. Ou como diria a seu (ex)amigo Leland: “Se não fosse tão rico, eu poderia ter sido um grande homem”.

Artigo de um grande amigo, diego. Um abraço p ele!!!

Laranja Mecânica


Laranja mecânica, ou como o passado via o futuro. (será que eles erraram tanto assim?!

"Aventuras de um jovem cujas principais inclinações são a violência, a violação e Beethoven"(campanha publcitária)

Para quem não viu este para mim é um dos 5 maiores clássicos do cinema de todos os tempos. Para os fãs do diretor Stanley Kubrick, é uma eterna discussão definir qual é melhor, se é o laranja ou 2001 uma odisséia no espaço. Se passaram 30 anos e ainda não decidiram.( posteriormente comentarei o "2001").


Em laranja mecânica, Alex é líder de uma gangue juvenil que aterrorisa a comunidade até o momento em que ele é preso. Uma vez na cadeia, o governo está testanto um novo tipo de reabilitação dos infratores e nosso protagonista decide ser voluntário em tal prossedimento.

O problema é que esse tratamento psicológico causa uma repulsa à violência, ao sexo, e traz diversos efeitos colaterais.

Mas não vou contar o filme todo para quem não viu, o que falarei é sobre o que ele significou para mim.

O conceito da banalidade da violência, retratado por Kubrick e suas possíveis saidas é um dos temas mais polêmicos do antigo e do novo século. O Estado opressor e dominador das liberdades é claramente questionado, assim como a luta interior entre os estintos que todos possuímos e o ato de abrir mão deles em prol de viver em comunidade.



Estes temas são tão extensos que frequentemente são temas de monografias de sociólogos e antropólogos.

Sobre o filme, comosempre Kubrick utiliza-se de uma bela fotografia, juntamente com uma concepção visual do futuro que veio a marcar a sociedade real. A única coisa em que se pode questionar aquele que assiste a laranja é o ritmo. Tem hora que ele cansa um pouco, mas apenas para alguns.


Para variar é um filme violênto, marcante e que nos faz pensar, mas este em questão é muito mais. é um marco do cinema de um dos maiores Diretores que o mundo já conheceu. Laranja mecânica é ao mesmo tempo um mito, uma obra cult, é pop e é de uma ferocidade inigualável. Não envelheceu de maneira alguma.

Fatos Curiosos

Durante a cena em que Alex (Malcolm McDowell) é submetido ao tratamento Ludovico, Malcolm arranhou a córnea e ficou temporariamente cego. O doutor que acompanha Alex durante o tratamento era um doutor de verdade e estava lá por motivos de segurança para Malcolm. Malcolm também teve costelas quebradas durante a filmagem da cena de humilhação após o tratamento e ele quase se afogou de verdade, devido a uma falha no equipamento que o ajudaria a respirar, na cena em que os seus ex "drugues" o encontram e submetem ele a uma tortura em uma banheira.
Stanley Kubrick propositalmente cometeu alguns erros de continuidade em Laranja Mecânica. Os pratos em cima da mesa trocam de posição e o nível de vinho nas garrafas muda em diversas tomadas, com a intenção de causar desorientação ao espectador.
O filme foi retirado de cartaz no reino unidoa mando de Stanley Kubrick. Irritado com as críticas recebidas, de que Laranja Mecânica seria muito violento, Kubrick declarou que o filme apenas seria exibido lá após sua morte.
A linguagem utilizada por Alex, chamada de nadsat, foi inventada pelo autor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, em russo e gírias.
O livro em que Frank Alexander trabalhava quando Alex e sua gangue invadem sua casa chamava-se "A clockwork orange".
Basil, a cobra, foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo delas.
No livro, o sobrenome de Alex em momento algum é revelado. Comenta-se que DeLarge seja uma referência a um momento no livro em que Alex chama a si mesmo de "Alexander the Large".
O orçamento total do filme foi de apenas US$ 2 milhões.
Stanley Kubrick certa vez declarou que, se não pudesse contar com Malcolm McDowell, provavelmente não teria feito Laranja Mecânica.

http://www.ipv.pt/forumedia/5/21.htm (para ler um artigo realmente foda)

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Valentina de Crepax


Revista Linus, 1965. Nascia Neutron herói e detetive, ou Philip Rembrant, crítico de arte. Você decide como irá chamá-lo. Ele poderia ter caído no buraco negro do absoluto esquecimento. Isso se não houvesse sido apresentado à ela.

Valentina, e nome Rosselli (como os irmãos Rosseli); fotógrafa, cabelo chanel tão negros como seus olhos, tudo isto na Milão da década de sessenta.

O olhar, SEU olhar, já no primeiro instante ele incendeia todo nosso íntimo e nos faz prender a respiração. Ao ser apresentada à Philip, não só ele mas eu também me perdi apaixonadamente naqueles olhos, naquele olhar. Bastaram três, nada mais do que três quadros para que o estrago houvesse se consolidado.



O episódio primeiro é "A curva de Lesmo", os quadros são os de números 59,60 e 61 (nesta nova edição saída pela Conrad Editora se encontram à pág 17).

Após este momento inicial de intimidade, que somente a arte narrativa do gênio Crepax poderia proporcionar, se desenrola a ascensão de toda uma nova visão no mundo dos quadrinhos.



Vários amigos meus já me criticaram por tratar estes citados quadros como divisores de águas, mas o que eu afirmo é que não me refiro somente à eles , mas na verdade à toda a obra de Valentina.


Guido Crepax, conseguiu com sua Valentina chegar à um nível de maturidade artística e decantação visual que não consegui vislumbrar anteriormente em nenhuma das obras que a precederam.


Os quadros, no mundo dos quadrinhos sempre serviram de delimitadores das imagens, de sua seqüência e da narrativa.


Na obra de Guido, a última coisa que os quadros representam são amarras; ao contrário, podemos vislumbra-los como se fossem o esqueleto, a estrutura para a mágica que nos levará a viagens transcendentais.


Sua fluida liberdade, amadurecida nas páginas de Valentina, a princípio de modo discreto, para logo se esbaldar como uma criança que descobre um proibido prazer, ultrapassa todo e qualquer paradigma anterior.


Ele não foi o primeiro, e muito menos o único a explorar o ritmo narrativo na disposição dos quadros e imagens, mas com toda certeza foi o que traduziu com maior propriedade estes conceitos.

No terceiro episódio, de nome "Sogno", o clima de devaneio alcançado por Crepax beira a loucura em um limite lateral com a genialidade. O aspecto de sonho unido à linguagem cinematográfica, onde a disposição de pequenos "takes" laterais dão a impressão de um celulóide (observar os cantos arredondados", complementam de forma surpreendente a atmosfera fetichista. As imagens, de forte teor, o couro, os oficiais nazistas, os equipamentos, botas e apetrechos, para uma rápida mudança rítmica onde não se evidencia o sentido a se seguir nos quadros (quem deve decidir é o leitor), tudo isto forma um prisma de inimagináveis aspectos e camadas.

O preto absoluto do nanquim atua incólume reinando por sobre o imaculado branco das páginas, sem outra cor à afrontá-lo.
O traçado elegante da pena é decidido, firme, de personalidade, assim como Valentina.

Na última página deste terceiro capítulo (Sogno) chega a narrativa à um ápice rítmico imposto pelo Autor, com diminutos quadros em "Close up" contrastando com quadros maiores, juntamente ao texto dinâmico e frenético que leva à uma explosão final de significância. (o leitor relacionará facilmente esta analogia, apesar da linguagem truncada).

De volta ao segundo episódio chamado " Olá Valentina" a utilização geométrica dos quadros, auxilia a trama em estilo policial/triller, para envolver elementos de certa forma cômicos/sensuais onde em uma festa à fantasia os personagens se transvertem em criações dos quadrinhos, terminando em um elogio e uma reverência meta-linguística a diversos autores. Podemos ver lá o Mandrake, Dick Tracy, os Peanuts entre outros.

O último capítulo, "Os subterrâneos" trata de uma exploração ao surgimento de Neutron e seus poderes, em uma expedição ao centro da terra por cavernas inexploradas e seres de civilizações perdidas. Apesar do tema diferente, com elementos de ficção científica, podemos encontrar passagens de incomparável beleza, como as de Valentina desacordada ao sonhar com Philip.


Em Valentina, além de falarmos sobre os quadros, a narrativa, o fetichismo, a força da personagem, devemos nos atentar aos detalhes.
A obra em si é um culto aos pequenos achados, às nuances e ao ponto de vista.

O que faz desta obra única é o olhar do leitor que carrega de sentido e emoção cada passagem. Como a elegância das imagens de Crepax estimulam nossos sentidos, é como se Valentina emanasse um fogo fátuo, um perfume de mulher, um brilho no olhar que nos encanta e faz de seus joguetes e meros admiradores.

Crepax se foi, mas deixou em nosso coração uma marca à tinta e sonhos de nome Valentina.

http://www.lojaconrad.com.br/produto.asp?id=548 Neste endereço você poderá comprar o primeiro número que saiu e também ler um capítulo "Sogno" eu recomendo.

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Rato escultor


Esse me impressionou... me deixou pasmado...
putz eu quero um desses!!!!!!!!!!!!!!
mas na pág do cara: http://ratosculptor.blogspot.com/

bubbagump


Fiquei impressionado com este blog sobre quadrinhos. informações, imagens, e tudo que você pode imaginar. esse vale a pena.

http://www.bubbagump.blogger.com.br/

Fale com ela


Primeiramente eu peço desculpas a todos por não poder postar sobre o novo filme do Almodovar (Volver) por um único motivo: Ainda não vi.

Com a correria do dia a dia ele saiu de cartaz do cinema e agora tenho que esperar para poder alugá-lo. Preferi assistir na mesma semana "A fonte da vida" (filme que postei).

Desta forma, vou falar de um dos filmes dele, o que eu mais gosto particularmente.

Almodovar em seus filmes, trata de maneira bastante psicológica todos os traumas de sua própria vida. O homossexualismo, o amor fraternal, sua infância, enfim, sua visão do mundo. Ele se utiliza de suas películas como se fossem um divã onde disseca e expõe todos seus sentimentos até nada mais restar. Todos em seus filmes são Almodovar, e ele é todos os que representa. Mas importante observar é que se trata de uma ótica diferente. Cada personagem não é absolutamente igual à ele e sim uma representação fractal de sua personalidade e consciência. Cada um é um aspecto de si, todos estes aspectos formando o todo. ele é seu cinema, ele é o conjunto de todos seus filmes, e em somatória a cada filme todos os personagens são Almodovar.

FICHA TÉCNICA:Fale com Ela (Hable con Ella, Espanha, 2002)Direção: Pedro AlmodóvarRoteiro: Pedro AlmodóvarElenco: Javier Cámara, Dario Grandinetti, Leonor Watling, Rosario Flores, Geraldine Chaplin.Gênero: dramaDuração: 116 minutos

O tema: Duas mulheres em coma. Dois homens tentam crer na recuperação de suas amandas.O tema do estupro. A incompreensão. A falta de diálogo entre o casal é magistralmente ilustrada pelo título e o que ele significa: fale com ela. Mesmo que ela não demonstre ouvir,... fale com ela, mesmo que ela não te olhe nos olhos,... falae com ela, mesmo que ela nunca mais volte para você,... fale com ela.


O silêncio, a negação e a incompreensão formam uma barreira entre aqueles que amamos. Esconder é mais fácil, fugir é a opção sem dor. Mas em dor não há nascimento, muito menos vida. Para Almodovar, a ausência de dor, de amor, de sentimentos é a morte.
Emociona, choca e faz você suspender seu julgamento até o instante onde ele nada valha. Indiferença diante de seus filmes é impossível, ele é Pedro Almodovar.

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

O poderoso chefão


Resolvi comentar esse filme já indicando para quem queira assistir que ele vai passar no canal A&E Mundo( canal trinta do tv a gato- acho).

A trilogia vai ao ar às 22h de hj 3ª, 4ª e 5ª feira 12-13-14/ de dez.


A saga da família Corleone contada pelo diretor Francis Ford Coppola e o roteirista Mario Puzo. Com Marlon Brando, Al Pacino, Robert Duvall, James Caan, Diane Keaton e Talia Shire. Vencedor de 3 Oscars.

Com uma sucessão de cenas antológicas, marca o auge da carreira de Coppola, onde mostra o dia a dia, de uma organização criminosa (no caso específico a máfia Italo-americana).



Devido à forma realista, forma de maneira envolvente toda a saga da família Corleone, os papéis são interpretados por atores de altíssimo gabarito e há uma composição e uma produção impecável.

Forma juntamente com Scarface de Brian de Palma e Al Pacino, e Os Bons Companheiros de Martin Scorcese a grande trilogia filmada da máfia. É imperdível.

Ficha TécnicaTítulo Original: The GodfatherGênero: DramaTempo de Duração: 171 minutosAno de Lançamento (EUA): 1972Estúdio: Paramount PicturesDistribuição: Paramount PicturesDireção:Francis Ford Coppola Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario PuzoProdução: Albert S. RuddyMúsica: Nino RotaDireção de Fotografia: Gordon WillisDesenho de Produção: Dean TavoularisDireção de Arte: Warren ClymerFigurino: Anna Hill JohnstoneEdição: Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006



Trainspottig:

-"Passatempo" britânico de anotar os trens vistos.

- Livro de Irvine Welsh.

- Filme dirigido porDanny Boyle baseado no livro de Irvine Welsh.



Se nenhuma destas definições servirem, se você não se contentar com definições, se nada dessa porra fizer a menor diferença para você, ou se o que você realmente quer é dar uma "picada" e que o mundo se exploda então acho melhor você assistir esse filme.



Satírico, sacana, britânico, punk revoltado sem motivo nem porque.

Foda-se amizades, pau no cú da família, a última coisa tão estúpida quanto, foi um show na Facul onde uns punkesinhos de merda ficavam falando no palco "vamo todo mundo fumar pedra!!!!" (a banda é o Dead Smurfs).

Mas o melhor do filme é justamente este desdém com toda e qualquer forma de regra e autoridade. Os atores fizeram bem seu papel tornando bem factível o desenrolar dos acontecimentos. O ritmo, métrica e pitadas de humor se parecem bastante com "Jogos trapaças e dois canos fumegantes".

Ficha TécnicaTítulo Original: TrainspottingGênero: DramaTempo de Duração: 96 minutosAno de Lançamento (Inglaterra): 1996Site Oficial: www.miramax.com/trainspotting



Premiações- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.- Recebeu uma indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Awards.

Curiosidades- Trainspotting é o 2º filme do diretor Danny Boyle. Antes ele apenas havia trabalhado em Cova Rasa, de 1994.- Originalmente, o intérprete de Mark Renton seria Ewen Bremner, que também atua em Trainspotting, interpretando o personagem Daniel Murphy.- Além de Edimburgo, algumas filmagens ocorreram em Glasgow, também na Escócia.- A versão americana de Trainspotting teve seus primeiros 20 minutos dublados novamente, na intenção de diminuir o sotaque escocês.- Trainspotting é o 2º de 3 filmes que o ator Ewan McGregor fez com o diretor Danny Boyle. Os demais foramCova Rasa (1994) e Por uma vida menos ordinária (1997).

10 paezinhos


http://10paezinhos.blog.uol.com.br/

Hoje na hora do almoço eu estava mudando de canal quando no cinebrasiltv (canal) tava passando uma entrevista com os caras que fazem os 10 paezinhos. Para quem não conhece eles são brasileiros, gêmeos, nascidos em 1976, formados em artes plásticas, e desenhistas de quadrinhos. São muito bons apesar de não terem o reconhecimento que merecem (isso sempre acontece). este endereço acima é o site deles. que é bem legal e informativo.

Domingo, Dezembro 10, 2006

300 4ª parte


Nos posts abaixo vocês puderam ver algumas imagens que comparam a revista (de autoria de Frank Miller- o Mesmo autor de Sin City) e do filme. Aparentemente, como Sin City foi sucesso de crítica e de público, decidiram por manter a linha fiel ao roteiro original, inclusive com relação às imagens e enquadramentos.

O diretor do filme disse em entrevista: "Estou realmente empolgado sobre 300. Falei com Frank [Miller] ao telefone e conversamos sobre o roteiro que eu e meu colaborador Kurt Johnstad escrevemos. O texto é baseado quase exatamente no gibi e tudo o que fizemos de diferente foi adicionar uma segunda história paralela, com a esposa do Rei Leônidas tentando conseguir o suporte de mais tropas para o seu marido, pois queremos um pouco mais de 'girl-power' no filme", revelou Snyder.

http://youtube.com/watch?v=KxVo5CU4zGY (assista ao trailler).

http://youtube.com/watch?v=UsDDE1plV2M&mode=related&search= (montagem legal)

http://youtube.com/watch?v=CPJ5o8OirdM (novo trailler)

A história contada por "300", é a narrativa da batalha travada pelo Rei Leônidas e ocorrida nas Termópilas, em 480 a.C, onde, contando apenas com seu exército pessoal de 300 homens, ele desafia todo o império persa utilizando-se de sua sabedoria e conhecimento de guerra. Desta forma, incita os "povos livres" a se revoltarem contra o domínio imperialista do maior exército existente à época.

Se é possível fazermos uma comparção?! Que tal uma alegoria?! Pois é óbvio. O problema de nossa era é justamente o contrário. Enquanto Leônidas comandava seu exército em nome de seu povo e da libertade como os únicos ainda homens livres restantes, quem se aproveita hoje deste discurso são aqueles opressores. Em nossos dias quem carrega o estandarte da luta pela liberdade e em nome de Deus são aqueles que oprimem.

Voltando à obra, com maravilhosa adaptação história, a concepção visual de Miller é impecável, tratando a narrativa com diversos painéis de inegável expressividade. Os planos horizontais, ditam o ritmo desta Epopéia, e os personagens são fortes (como em toda a mitologia Milleriniana) e traduzem a sede pela sobrevivência.

Lynn Varley, sua esposa é a colorista, sendo este, em minha opinião seu melhor trabalho, juntamente com Ronin. Pinta de maneira dramática e complementa com uma conexão de incrível sintonia os desenhos de Frank. Se isto advém do convívio, não se pode dizer, mas o resultado é belíssimo.

Emocionante, narrativa enxuta, dura e eficiente, arte e ritmo absolutamente invejáveis. Mal posso contar os dias para ver se o filme faz juz à espectativas!!!!

Sábado, Dezembro 09, 2006

300 3ª parte

Fãs do Miller, depois de Sin City, agora em março chega 300. Tremam com as imagens!!!!!!!



300 2ª parte




300 de Esparta